O surfe está entre as modalidades que podem ser excluídas do programa dos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Guardian, que relata que o Comitê Olímpico Internacional (COI) conduz 'discussões reservadas' na Suíça para definir quais esportes e disciplinas farão parte da competição na Austrália.
Além do surfe, skate, escalada esportiva e marcha atlética também aparecem entre as modalidades ameaçadas. Segundo o jornal, o COI avalia uma possível redução do programa olímpico e do limite de participantes, previsto em 10.500 atletas para Brisbane.
O processo considera fatores como audiência na televisão, custos, complexidade das instalações e número de atletas de cada modalidade. Esportes que exigem estruturas específicas ou contam com grandes delegações também estão sob análise.
Caso o surfe não seja mantido no programa principal, sua presença em Brisbane ainda poderá ser negociada com o comitê organizador local. A reportagem explica que os anfitriões terão direito a indicar até quatro modalidades adicionais, como ocorreu com o breaking nos Jogos de Paris 2024.
A inclusão, porém, tem um custo: ainda segundo o The Guardian, as despesas com essas modalidades extras ficam sob responsabilidade do comitê organizador, sem divisão com o COI. Esse fator pode pesar na escolha, especialmente no caso de esportes que exigem instalações complexas ou grande número de participantes.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, chegou a sugerir que os organizadores considerem utilizar instalações já existentes em outras cidades do país para reduzir custos. Ele citou como exemplo o surfe nos Jogos de Paris, realizado em Teahupo'o, no Taiti, distante da capital francesa.
A definição do programa de Brisbane 2032 era esperada para 2026, mas o cronograma foi adiado. De acordo com a publicação, a lista de modalidades principais deve ser conhecida até o início de 2027, enquanto a decisão final está prevista para a sessão do COI em abril do próximo ano.
O presidente dos Jogos de Brisbane, Andrew Liveris, já manifestou preocupação com a demora. Em evento recente, afirmou que os organizadores estão ansiosos para ter o programa definido, inclusive para avançar no planejamento de infraestrutura e orçamento.
Até lá, o futuro do surfe e das demais modalidades sob análise segue indefinido.
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