Alvo da Operação Ifrit, deflagrada pela PF (Polícia Federal), em conjunto com a Receita Federal, na quarta-feira (4), Maroan Fernandes Haidar Ahmed, de 26 anos, foi condenado pelo assassinato de Fábio Batista da Silva, na cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso.

Filho de Bassam Hassan Haidar Ahmed, Maroan é um dos 29 alvos da operação que mira uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um PRF (Policial Rodoviário Federal) de outro estado.

A ação da PF e da Receita Federal também mirou o delegado Hoffman D’Ávila, que já estava preso desde setembro, no âmbito da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

As investigações apontaram que um clã familiar composto por três irmãos, filhos e parentes foi o principal alvo da Operação Ifrit. Eles teriam movimentado mais de R$ 500 milhões em apenas dois anos.

Entre os alvos, está Maroan, que foi condenado em janeiro do ano passado a 21 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por homicídio qualificado, praticado por motivo fútil e por porte ilegal de arma de fogo. Ele também foi condenado ao pagamento de cinco dias-multa.

A condenação é pelo assassinato de Fábio Batista da Silva, de 41 anos, morto em uma lanchonete de um posto de combustíveis em 2018. A vítima foi assassinada após ter reclamado do incômodo provocado pela luz do carro do criminoso. Os dois discutiram e Fábio foi atingido por um tiro enquanto retornava para a lanchonete.

Em janeiro de 2025, Maroan participou do julgamento por videoconferência, pois estava encarcerado na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), em razão de seu elevado grau de periculosidade. Ele ficou preso preventivamente em Santa Catarina e o MPMT (Ministério Público do Mato Grosso) pediu pela inserção dele no SPF (Sistema Penitenciário Federal).

Na época, Maroan tinha dois mandados de prisão por homicídio, sendo um da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis e outro do TJGO (Tribunal de Justiça de Goiás).

De acordo com o BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), Maroan estava com mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Federal de Campo Grande desde 13 de outubro de 2026.

Em Campo Grande, as equipes levaram um Mustang de um condomínio de luxo, na região do Parque dos Novos Estados. O veículo seria de Douglas Tobias, policial civil alvo da Operação Infiltrados, que investiga um esquema que desviava drogas apreendidas pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Os policiais federais também foram até a residência de Hoffman D’Ávila para cumprir os mandados. Ou seja, essa é a segunda vez em que o delegado e o policial civil são alvos de operação em menos de dois meses.

A organização criminosa investigada pela PF também teve apreendidos uma caminhonete L200 Triton, armas, munições, dinheiro, dólar e até um relógio Rolex dourado, guardado em uma caixa.

A Operação Ifrit cumpriu 76 mandados judiciais, sendo 25 deles de prisão preventiva e um de prisão temporária, e foi realizada em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.

Saiba quem são os 29 alvos da operação:

Adel Hassan HaidarAdule Vasques HaidarAndrey Elesbão SilvaBassam Hassan Haidar AhmedBrendo Benega PereiraBruno BanegaBruno Leonardo BergamascoDaniel Ecleverson da Silva BarbosaDaniel Jonatas FerreiraDouglas TobiasEduardo GrecoFahd HaidarHector Salinas EsquivelHoffman D’ávila Candido e SousaIreneo Ramom AcostaJoão Fernando Andrade de CarvalhoJorge Adalid Granier RuizJosé Miguel Vela Caprioli JuniorMamede Alhaj HaidarMaroan Fernandes Haidar AhmedNasser HaidarPedro Henrique Flores CamargoRafael Rodas NetoRenan Braiana Garcia PresottoSalazar José BatistaValdeson Pereira dos SantosValter Ulisses Martins SilvaVictor Hugo Santos QueirozVitor da Silva