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Petrobras tem prejuízo líquido de R$ 2,71 bilhões no segundo trimestre

A Petrobras informou nesta quinta-feira, dia 30 de julho, que registrou prejuízo de R$ 2,71 bilhões no segundo trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado, a estatal teve lucro de R$ 18,9 bilhões.

A empresa atribuiu o resultado do segundo trimestre aos impactos provocados pela pandemia de coronavírus e pelo “colapso do preço” do petróleo.

A cotação do petróelo tipo Brent recuou 29% no segundo trimestre na comparação com os três meses anteriores, segundo a Petrobras;

As medidas de distanciamento social provocaram uma queda de 8% no volume de vendas da companhia.

“Os preços do petróleo Brent que eram de US$ 65 por barril em fevereiro despencaram para US$ 19 em abril de 2020 devido à contração de 25% na demanda global, ameaçando uma parada súbita nos fluxos de caixa”, escreveu o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, em mensagem divulgada no balanço.

No primeiro trimestre, a companhia reportou prejuízo recorde de R$ 48,5 bilhões. O resultado sofreu forte impacto pela revisão de preços dos ativos da estatal afetados pelo impacto da crise do coronavírus. A empresa reconheceu R$ 65,3 bilhões em impairments.

No segundo trimestre, a perda apurada pela empresa foi menor porque não houve reconhecimento de impairments e por causa da decisão judicial favorável de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e Cofins. A causa tributária representou um efeito favorável de R$ 10,9 bilhões no resultado.

“Excluindo esses fatores, o resultado teria sido pior devido aos impactos da Covid-19 em nossas operações, com reflexo nos preços, margens e volumes”, informou a companhia no balanço.

Receitas em queda

Entre abril e junho, as receitas da estatal somaram R$ 50,898 bilhões, uma queda de 29,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre, o tombo foi de 32,6%.

“Praticamente todos os produtos foram fortemente afetados, levando a uma queda de 33% na receita líquida no segundo trimestre de 2020”, informou a companhia no balanço.

As despesas operacionais registraram uma forte queda na comparação com o primeiro trimestre. Nos primeiros três meses do ano, somaram R$ 75,616 bilhões, afetado pelo reconhecimento de R$ 65,3 bilhões em impairments. No segundo trimestre, somaram R$ 8,109 bilhões.

Já a dívida bruta foi de US$ 91,227 bilhões, uma redução de 9,7% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, mas um crescimento de 2,2% em comparação com os três primeiros meses deste ano.

Fonte – G 1

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