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Privilegiado, Bolsonaro jamais deveria minimizar pandemia que já matou mais de 66 mil brasileiros

O ato do presidente Jair Bolsonaro de politizar a contaminação pelo novo coronavírus, minimizando a gravidade da pandemia, é um gesto de irresponsabilidade quando o Brasil já ultrapassou a marca dos 66 mil mortos por Covid-19.

Nesta terça-feira (7), Bolsonaro confirmou ter contraído a doença. Disse estar se sentindo “muito bem” e que o coronavírus é quase como uma chuva, que vai atingir alguns e outros não.

Diferentemente do presidente Jair Bolsonaro, que tem à disposição uma equipe médica durante 24 horas e pode fazer exames e radiografia do pulmão ao sentir os primeiros sintomas, a maioria da população sequer tem acesso ao exame mais simples para saber se houve contaminação.

Diferentemente do presidente Jair Bolsonaro, que pode se isolar num quarto para evitar passar a Covid-19 para seus familiares, muitos brasileiros moram aglomerados em pequenas casas. Quase metade da população não tem acesso ao saneamento básico.

Diferentemente do presidente Jair Bolsonaro que passou a usar hidroxicloroquina, mas é monitorado 24 horas para evitar qualquer risco de efeitos colaterais como arritmia cardíaca, vários brasileiros que contraíram a doença não conseguem sequer um atendimento em hospital. Crescem os relatos de que pessoas estão morrendo em suas próprias casas com sintomas do coronavírus.

Pela sua situação privilegiada, o presidente Jair Bolsonaro jamais deveria usar o seu caso pessoal para relativizar a gravidade dessa pandemia no Brasil.

Em tempo: estudos internacionais sobre cloroquina ou hidroxicloroquina não apontaram quaisquer efeitos benéficos dessa droga para pacientes com coronavírus. Pelo contrário. Esses estudos indicam efeitos colaterais dessa medicação.

Fonte- G1

 

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